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A Capital Moçambicana

A Cidade de Maputo


Localização


É a capital e a maior cidade de Moçambique. Localiza-se no sul do país, na margem ocidental da Baía de Maputo. Os seus limites são: a norte, o distrito de Marracuene; a noroeste e oeste, o município da Matola; a oeste, o distrito de Boane; a sul, o distrito de Matutuíne.

A cidade constitui administrativamente um município com um governo eleito e tem também, desde 1980, o estatuto de província[1]. Não deve ser confundida com a província de Maputo que ocupa a parte mais meridional do território moçambicano, exceptuando a cidade de Maputo.

O município tem uma área de 347,69 km² e uma população de 1 094 315 (Censo de 2007)[2] o que representa um aumento de 13,2% em dez anos. A sua área metropolitana, que inclui o município da Matola, tem uma população estimada em 1 744 000 habitantes.

História


Foi fundada em 1782, na forma de uma feitoria com o nome de Lourenço Marques. Em 1877 foi elevada a vila e em 10 de Novembro de 1887 a cidade, por meio de um Decreto do Rei de Portugal (formalmente intitulado Decreto Régio). Deste modo, esta última data é considerada "natal" pelo município. E em 1898 tornou-se a capital da colónia portuguesa de Moçambique. A partir dos anos 40 e 50, do século XX, e sobretudo ao longo dos anos 60 e 70, a cidade expandiu-se comercial, industrial e residencialmente, beneficiando do crescimento económico e investimento que a colónia então sofreu.

A cidade passou a designar-se Maputo depois da independência nacional, uma decisão anunciada pelo então presidente Samora Machel num comício a 3 de Fevereiro de 1976 e formalizada em 13 de Março. O nome provém do Rio Maputo, que marca parte da fronteira sul do país e que, durante a guerra pela independência de Moçambique, adquirira grande ressonância através do slogan Viva Moçambique unido do Rovuma ao Maputo (o Rovuma é o rio que forma a fronteira com a Tanzânia, a norte).

Com a independência, a cidade sofreu um imenso afluxo populacional, devido à guerra civil travada no interior do país (1976-1992), e à falta de infra-estruturas nas zonas rurais. O natural crescimento demográfico faria também com que a cidade se transformasse muito ao longo dos anos 80 e 90.

Para além destas duas designações, a cidade e a sua área também foram conhecidas por outros nomes, tais como Baía da Lagoa, Xilunguíne ou Chilunguíne (local onde se fala a língua portuguesa), Mafumo, Camfumo ou Campfumo (do clã dos M'pfumo, o reino mais importante que existia nesta região), Delagoa e Delagoa Bay, sendo esta designação mais conhecida internacionalmente pelo menos até aos primeiros anos do século XX.


Património


A cidade de Maputo conta com alguns monumentos importantes para a compreensão da história, não só da cidade, mas do próprio país. Ainda que boa parte do património esteja degradada, a cidade exibe exemplares interessantes da arquitectura modernista portuguesa que floresceu nos anos 60 e 70 do século passado. Alguns dos monumentos mais importantes da cidade são:

  • A Fortaleza de Maputo
  • A Casa Amarela (que alberga o Museu Nacional da Moeda)
  • O Monumento aos Mortos da Primeira Guerra Mundial
  • O Museu de História Natural de Moçambique
  • A Igreja da Polana
  • O Palácio da Ponta Vermelha
  • O Hotel Polana
  • A Casa de Ferro
  • A Estação do Caminho de Ferro
  • O Edifício do Conselho Municipal de Maputo
  • A Catedral de Maputo
  • O Bloco Habitacional O Leão Que Ri
  • O Jardim Tunduro
  • A Estação de Biologia Marítima.

 

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